EQUINOR COMPLETA 25 ANOS NO BRASIL: UMA HISTÓRIA ENTRE DOIS MARES QUE AJUDA A CONSTRUIR O FUTURO DA ENERGIA
Da experiência norueguesa no Mar do Norte às águas ultraprofundas brasileiras, a Equinor construiu em 25 anos uma operação marcada por petróleo, gás, tecnologia, inovação e renováveis. Até 2030, a companhia prevê US$ 25 bilhões investidos e mais de 100 mil empregos diretos e indiretos associados ao seu portfólio no país.
Há histórias que começam em terra.
Esta começou entre dois mares.
De um lado, a Noruega e o Mar do Norte, onde décadas de desafios ajudaram a construir uma das mais avançadas culturas de engenharia offshore do mundo.
Do outro, o Brasil e o Atlântico Sul, onde nossa indústria aprendeu a explorar e produzir petróleo e gás em algumas das águas mais profundas e complexas do planeta.
Há 25 anos, esses dois mundos começaram a se encontrar.
A Equinor chegou ao Brasil em 2001, ainda sob o nome Statoil. Desde então, o país ganhou importância dentro da estratégia internacional da companhia e tornou-se palco de grandes projetos de petróleo e gás, pesquisa, inovação e energias renováveis.
Hoje, olhar para esses 25 anos é também olhar para uma história de investimentos, tecnologia, geração de oportunidades e desenvolvimento da cadeia brasileira de energia.
E os números mostram a dimensão dessa trajetória.
Segundo a Equinor, a companhia deverá alcançar US$ 25 bilhões em investimentos no Brasil entre 2009 e 2030.
Além disso, a expectativa é de mais de 100 mil empregos diretos e indiretos associados ao seu portfólio brasileiro até 2030.
Não estamos falando apenas de plataformas no meio do oceano.
Estamos falando de engenheiros, técnicos, operadores, pesquisadores, soldadores, profissionais de logística e manutenção, empresas fornecedoras, universidades, centros de pesquisa e milhares de brasileiros envolvidos direta ou indiretamente nessa gigantesca cadeia industrial.
Peregrino: um dos grandes capítulos dessa história
Na Bacia de Campos está um dos ativos que ajudaram a consolidar a presença da Equinor no Brasil: Peregrino.
O campo entrou em produção em 2011 e representa um enorme desafio tecnológico devido às características de seu óleo pesado.
Ao longo de sua história, Peregrino já ultrapassou a marca de 300 milhões de barris produzidos.
Produzir um campo com essas características exige conhecimento de reservatório, engenharia, tecnologia e capacidade operacional — exatamente alguns dos elementos que aproximaram as experiências brasileira e norueguesa.
Roncador: quando duas experiências offshore se encontram
Outro capítulo importante dessa relação está em Roncador, também na Bacia de Campos.
A parceria entre Petrobras e Equinor reúne duas experiências construídas ao longo de décadas.
De um lado, o conhecimento brasileiro em águas profundas e ultraprofundas.
Do outro, a experiência internacional da Equinor em tecnologias para aumento da recuperação de petróleo e gerenciamento de grandes reservatórios.
Roncador simboliza algo maior do que uma participação societária em um campo.
Representa o compartilhamento de conhecimento entre duas das culturas offshore mais desenvolvidas do planeta.
Bacalhau: um gigante no pré-sal brasileiro
Se Peregrino ajudou a consolidar a trajetória da Equinor no Brasil, Bacalhau levou essa presença para uma nova dimensão.
Localizado no pré-sal da Bacia de Santos, o Campo de Bacalhau entrou em produção em 2025.
O projeto representa investimento de aproximadamente US$ 8 bilhões e possui capacidade de produção de 220 mil barris de petróleo por dia.
A primeira fase reúne mais de 1 bilhão de barris de óleo equivalente em reservas recuperáveis.
Estamos falando de produção em águas com mais de 2 mil metros de profundidade e de um reservatório submetido a pressões extremamente elevadas.
É engenharia offshore em uma escala impressionante.
Bacalhau também marcou a história do pré-sal ao se tornar o primeiro desenvolvimento greenfield dessa região realizado por uma operadora internacional.
Mas existe outro número que merece tanta atenção quanto a produção.
Segundo a Equinor, ao longo de aproximadamente 30 anos de vida do projeto, Bacalhau deverá estar associado à geração de cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos.
Por trás de cada barril produzido existe uma enorme cadeia de pessoas, empresas e conhecimento.
Raia: o próximo gigante já está em construção
E se Bacalhau representa uma nova fase da produção, Raia aponta diretamente para o futuro.
Localizado no pré-sal da Bacia de Campos, o Projeto Raia é operado pela Equinor em parceria com Repsol Sinopec Brasil e Petrobras.
O projeto reúne recursos recuperáveis superiores a 1 bilhão de barris de óleo equivalente em gás natural e condensado.
O investimento previsto é de aproximadamente US$ 9 bilhões.
A produção está programada para começar em 2028.
E um dos números relacionados a Raia ajuda a compreender a importância estratégica do projeto para o Brasil.
Sua capacidade de exportação de gás poderá chegar a aproximadamente 16 milhões de metros cúbicos por dia.
Esse volume poderá representar até 15% da demanda brasileira de gás natural quando o projeto estiver em operação.
Um único empreendimento com potencial para fornecer uma parcela significativa do gás consumido no país.
Isso significa mais oferta doméstica, maior segurança energética e potencial para abastecer indústrias, geração de energia e outros segmentos da economia brasileira.
Até 50 mil empregos ligados a Raia
O impacto econômico de Raia também deverá chegar à geração de empregos.
A expectativa divulgada pela Equinor é de até 50 mil empregos diretos e indiretos associados ao projeto ao longo de seu ciclo de vida.
Mas existe outro dado que mostra como um grande projeto offshore pode movimentar a indústria muito além do oceano.
O gás de Raia será transportado por um gasoduto de aproximadamente 200 quilômetros até a região de Cabiúnas, em Macaé, no Rio de Janeiro.
Na fabricação dos tubos foram utilizadas cerca de 20 mil toneladas de aço.
Mais de 99% desse aço foi produzido por empresas brasileiras.
O contrato relacionado ao fornecimento dos tubos, firmado com a Tenaris, alcança aproximadamente R$ 2 bilhões, com fabricação em Pindamonhangaba, no estado de São Paulo.
Outras entregas relacionadas ao projeto também movimentam fornecedores e instalações industriais em diferentes estados brasileiros.
É exatamente aí que conseguimos enxergar o verdadeiro alcance de um empreendimento offshore.
O investimento sai do oceano e chega às siderúrgicas.
Chega às fábricas.
Aos portos.
À logística.
À engenharia.
À manutenção.
Às empresas fornecedoras.
E, principalmente, chega às pessoas.
Tecnologia e conhecimento que permanecem no Brasil
Outro legado importante desses 25 anos está dentro dos laboratórios e centros de pesquisa.
A Equinor informa aproximadamente R$ 740 milhões entre investimentos realizados e compromissos assumidos com instituições parceiras em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação no Brasil.
São cerca de 40 projetos de PD&I em andamento envolvendo universidades, empresas, fornecedores e instituições de pesquisa.
Os trabalhos alcançam áreas relacionadas à engenharia submarina, sistemas de produção, subsuperfície, eficiência energética e tecnologias de baixo carbono.
Esse talvez seja um dos impactos mais importantes e menos visíveis de grandes investimentos na indústria de energia.
Porque petróleo e gás são produzidos.
Equipamentos são construídos.
Projetos terminam seus ciclos.
Mas conhecimento permanece.
Permanecem os pesquisadores formados.
Os profissionais capacitados.
As tecnologias desenvolvidas.
E a capacidade adquirida pela indústria brasileira para enfrentar o próximo grande desafio.
Do petróleo às energias renováveis
A história da Equinor no Brasil também ultrapassou as fronteiras do petróleo e do gás.
A companhia passou a investir em projetos de energia solar e eólica e hoje possui participação em ativos renováveis em diferentes regiões do país.
É uma transformação que também simboliza a mudança vivida pela própria indústria global de energia.
A mesma companhia cuja história foi construída enfrentando as águas do Mar do Norte hoje participa, no Brasil, de um portfólio que reúne petróleo, gás, sol e vento.
Brasil e Noruega: duas culturas conectadas pelo oceano
Talvez seja impossível medir esses 25 anos apenas em dólares, barris ou metros cúbicos de gás.
Existe também uma troca de conhecimento e cultura industrial.
A Noruega construiu uma das mais sofisticadas indústrias offshore do mundo a partir do desenvolvimento do Mar do Norte.
O Brasil, por sua vez, tornou-se uma referência internacional na exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas.
Quando esses dois mundos se encontram, não estamos falando apenas de capital estrangeiro chegando ao Brasil.
Estamos falando de engenharia encontrando engenharia.
Tecnologia encontrando tecnologia.
Experiência encontrando experiência.
E milhares de profissionais brasileiros fazendo parte dessa história.
E os próximos 25 anos?
Talvez essa seja a pergunta mais interessante.
Porque o aniversário de 25 anos da Equinor no Brasil acontece justamente quando alguns de seus maiores projetos estão entrando em uma nova fase.
Bacalhau está produzindo.
Raia avança para o início da produção previsto para 2028.
Novos investimentos em pesquisa e desenvolvimento continuam acontecendo.
A indústria brasileira recebe encomendas.
Fornecedores participam dos projetos.
Profissionais são capacitados.
E bilhões de dólares continuam sendo direcionados ao país.
Os primeiros 25 anos construíram uma ponte entre o Mar do Norte e o Atlântico Sul.
Os próximos poderão mostrar até onde essa ponte pode chegar.
Porque grandes projetos de energia não são feitos apenas de aço, plataformas, poços, FPSOs e bilhões de dólares.
São feitos de pessoas.
De conhecimento.
De indústria.
De oportunidades.
De brasileiros que estudam, pesquisam, projetam, soldam, constroem, embarcam, operam e ajudam diariamente a movimentar uma das maiores indústrias de energia do planeta.
Brasil e Noruega estão separados por milhares de quilômetros.
Mas existe um oceano entre eles.
E, ao longo desses 25 anos, esse oceano deixou de representar apenas distância.
Virou conexão.
Virou tecnologia.
Virou investimento.
Virou trabalho.
Virou energia.
E virou futuro.
Mundo Offshore - contando as histórias de quem constrói e transforma a energia do Brasil.
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