Transocean compra a Valaris e redefine o jogo da perfuração offshore no mundo
Hoje (09/02/2026), Transocean Ltd. anunciou a aquisição da Valaris Limited em uma transação 100% em ações avaliada em aproximadamente US$ 5,8 bilhões.
Essa fusão cria uma das maiores e mais diversas frotas de perfuração offshore do planeta, com:
🔹 73 unidades de perfuração
🔹 Valor estimado de empresa de ~US$ 17 bilhões
🔹 Frota capaz de atuar em deepwater, ambientes hostis e águas rasas com 33 drillships de águas ultraprofundas, 9 semissubmersíveis e 31 jack-ups modernas.
O setor de perfuração offshore acaba de passar por uma mudança estrutural relevante. A Transocean anunciou a aquisição da Valaris em uma transação 100% em ações, avaliada em aproximadamente US$ 5,8 bilhões. O movimento cria a maior empresa de drilling offshore do mundo em termos de frota e capacidade operacional.
Com a fusão, nasce uma companhia com 73 unidades de perfuração, valor de empresa estimado em cerca de US$ 17 bilhões e um backlog combinado próximo de US$ 10 bilhões. É uma escala que poucos players no mundo conseguem alcançar e que muda a dinâmica competitiva do setor.
A frota combinada reúne drillships de águas ultraprofundas, semissubmersíveis e jack-ups modernos, capazes de operar desde o pré-sal brasileiro até ambientes considerados hostis em diferentes regiões do planeta. Não se trata apenas de tamanho, mas de flexibilidade operacional, capacidade técnica e posicionamento estratégico para campanhas de longo prazo.
Esse movimento não acontece no vazio. O drilling offshore vive um processo claro de consolidação global, impulsionado por custos elevados, exigência técnica crescente e a necessidade de contratos mais longos e estáveis. Menos empresas, frotas maiores e uma disputa cada vez mais estratégica por projetos relevantes.
Nesse contexto, o Brasil ganha ainda mais importância. O pré-sal, com seus grandes reservatórios, campanhas extensas e alto nível de complexidade operacional, segue como um dos principais polos de interesse das grandes empresas de perfuração do mundo. A presença de operadoras com portfólios robustos de projetos offshore coloca o país no centro do radar global do setor.
A fusão entre Transocean e Valaris não é apenas uma notícia corporativa. É um sinal claro de como o mercado está se reorganizando e de como o offshore brasileiro continua sendo peça-chave nesse tabuleiro global. Os próximos anos devem mostrar como essa nova configuração vai impactar contratos, estratégias e investimentos no Brasil e no mundo.